sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Bioface: Por amor à música!

por Joaana D'arc

Imagem

Desde 2003, quando iniciou suas atividades, o Bioface tem obtido uma excelente aceitação por parte do público. Praticando um som que mescla thrash e hardcore, a banda, que já tinha duas demos, lançou no início desse ano o full-length ‘Bioface’. Com o lançamento do álbum, a banda segue cheia de planos para o futuro, com shows agendados ainda para este ano e outras datas a serem confirmadas. Conversamos com os integrantes Marco Aurélio e Régis Carbex sobre o histórico do Bioface, o atual momento vivido pela banda, suas principais influências, a aceitação do full-length, entre outros assuntos. Segue abaixo a entrevista.

Comentem sobre o início da banda. Como vocês se conheceram e por que decidiram formar uma banda?
Régis Carbex / Marco Aurélio: Tudo começou com o término de uma banda chamada Difusão, da qual faziam parte três amigos do mesmo bairro, o Régis Carbex (Percussão), André Amaral (Guitarra) e Leandro Cavalheri (Bateria) que queriam dar sequência ao trabalho iniciado na extinta Difusão. Foi quando um amigo em comum apresentou aos três amigos o Marco Aurélio (Baixo) que não só se juntou aos três amigos como intitulou a banda de Bioface,hoje formada por Régis Carbéx no vocal, Marco Aurélio no contra baixo e backing-vocal, Marcelo Antônio na guitarra e Maikon Queiroz na bateria. A decisão de formar uma banda vem do sonho em comum de quatro rapazes de passar suas mensagens através da música.

Como definem o som que vocês fazem, destacando as principais influências?
Régis Carbex / Marco Aurélio: O Bioface nunca gostou de rótulos, porque nossa música é um pouco de tudo o que escutamos, por isso costumamos dizer que o nosso som é uma espécie de Metal Thrash Core. Através de nossas influências pode ficar mais claro a mescla de nosso som, algumas das bandas que nos influenciaram são: Sepultura, Pantera, Biohazard, Metallica, Faith No More, Suicidal Tendencies, Mudvayne, Dry Kill Logic, A.n.i.m.a.l., Mad Ball, Alice In Chains, Screaming Trees, etc.

Apesar de já terem duas demos lançadas, o disco oficial só saiu esse ano. Porque esse tempo de espera e como foi o processo de gravação de “Bioface”?
Régis Carbex / Marco Aurélio: Nós também não pensávamos que iria demorar tanto, mas é muito difícil para uma banda independente do underground se sustentar. Como ainda não vivemos da música, temos que conciliar o trabalho de cada um da banda com nossas atividades no Bioface, então levou um tempo para conseguir este tempo para gravar. Nosso processo de gravação foi simples, quando entramos em estúdio todas as músicas já estavam prontas, então começamos o processo de gravação aos sábados e domingos (um dos motivos da demora do disco), iniciamos a gravação com a bateria, em seguida a guitarra, baixo, voz e as participações.

Como tem sido aceitação do disco junto ao público?
Régis Carbex / Marco Aurélio: O Bioface tem tocado em muitos lugares e em todos os lugares que passamos somos surpreendidos com a receptividade do público, a galera tem comparecido em peso em nossos shows e o disco esta rolando de norte a sul e estamos muitos felizes com esta aceitação.

Quais os principais conceitos vocês pretendem passar através das letras das músicas?
Régis Carbex / Marco Aurélio: Nossa composição não tem temas pré-definidos, escrevemos sobre aquilo que nos está inspirando no momento, normalmente falamos de política, desigualdade social, violência, coisas que acontecem em nosso dia a dia.

Desde 2003, vocês percebem uma evolução da banda? Em que aspectos?
Régis Carbex / Marco Aurélio: Com certeza evoluímos a cada dia e em vários aspectos, ao longo de quase uma década, o  Bioface evoluiu muito musicalmente, no processo de composição, postura no palco e, principalmente, mais espertos para não cair em roubadas.

Com toda a tecnologia disponível hoje, a divulgação de materiais torna-se muito mais fácil, principalmente devido à internet. Qual a importância desse meio para vocês?
Régis Carbex / Marco Aurélio: A tecnologia só veio para somar, 90% das divulgações do trabalho do Bioface é feita através da internet e 10% é através do famoso boca a boca. A internet, sem dúvida nenhuma, é de grande importância para o Bioface.

No Brasil, mesmo com todo o preconceito que muitos têm em relação ao Rock ‘N’ Roll e Metal, dá pra se viver de música?
Régis Carbex / Marco Aurélio: Viver de música é uma loteria no cenário underground, independente da vertente seja Rock `N´ Roll ou Metal, se não tiver uma gravadora, alguém pra correr atrás de shows e divulgar seu trabalho, é quase impossível viver da música. Tocamos porque amamos o que fazemos.

Em relação aos shows, como está a agenda da banda?
Régis Carbex / Marco Aurélio: Temos algumas datas definidas e outras a serem confirmadas, segue agenda: 29/09 em Santo André (ABC paulista),  13/10 em Guarulhos (São Paulo), 17/11 em São Bernardo do Campo (ABC paulista), e 07/12 em São Caetano (ABC paulista).

O que pretendem em relação ao futuro da banda?
Régis Carbex / Marco Aurélio: O próximo passo do Bioface é a produção de um vídeo-clipe, não vai ser uma tarefa fácil, mas estamos empenhados neste projeto, já estamos negociando com algumas produtoras e esperamos acertar isso o mais rápido possível, sem falar que estamos compondo músicas novas em paralelo.

Pra finalizar gostaria que vocês deixassem uma mensagem aos fãs e leitores.
Régis Carbex / Marco Aurélio: Gostaríamos de agradecer a Joaana D’arc pela oportunidade de podermos falar um pouco sobre o Bioface. Queria agradecer também a todas as pessoas que têm acompanhado nosso trabalho, têm comparecido em nossos shows, e quem quiser saber um pouco mais sobre a banda pode acessar o biofacemusic.com. Estaremos atualizando nossa agenda de shows em breve. Grande abraço a todos. Valeu!

Nenhum comentário:

Postar um comentário