segunda-feira, 30 de julho de 2012

Marcelo Souza: Guitarra na mão e muito talento!

por Joana D'arc

Tendo começado na música bem cedo, aos 12 anos, Marcelo Souza sempre se mostrou muito dedicado. Extremamente focado, o guitarrista transmite em suas composições muita paixão, deixando claro que ama o que faz. Marcelo nos concedeu uma entrevista na qual se mostra um cara muito inteligente e talentoso, falando sobre como foi o processo de gravação de Circle of Fire, influências, sobre seu Instituto Musical, enfim... sobre o que une inúmeras pessoas: a música! Acompanhem a entrevista.

Seu primeiro contato com a música foi aos 12 anos. Gostaria que você fizesse um breve histórico de sua trajetória desde então, destacando suas maiores influências.
Marcelo Souza: Iniciei meus estudos como autodidata no violão, tive algumas orientações de um tio que também tocava. No início, passava muitas horas tocando, tirando músicas de ouvido e praticando exercícios. Acabei me apaixonando pela guitarra ouvindo Iron Maiden, Guns, Sabbath, Deep Purple e Led Zeppelin no início, em seguida vieram os guitarristas como Steve Vai, Yngwie Malmsteen, Paul Gilbert, Joe Satriani, Frank Gambale e Steve Morse, que me fizeram “virar” a cabeça (risos), me fazendo estudar muito a sério música. Nessa época já havia estudado violão clássico um bom tempo num conservatório e feito algumas aulas particulares de teoria musical e arranjo, então decidi que ia fazer Faculdade de Música, e foi o que aconteceu... Conheci muitos músicos de estilos diferentes, tocava quase todos os dias absorvendo tudo o que podia e, além disso, tinha um quarteto de Jazz e Música Brasileira chamado “Quartemma”, onde aprendi muito, improvisando e compondo dentro desses estilos, além de ter tido ótimos professores nesta época... Não demorou muito pra ser convidado a acompanhar artistas de nome na minha região e no Brasil. Viajava bastante, tocava à noite, em bailes, shows para 50.000 pessoas, etc. Resumindo, ganhei muita experiência. Eu sempre fui apaixonado por música instrumental, então compunha muito, e tirava muitos covers de guitarristas consagrados sempre, e ainda faço isso até hoje, como tenho um instituto de guitarra, o “IMMS”, no qual eu leciono, estou sempre atendendo aos pedidos dos alunos de Músicas de todos os estilos, com uma atenção especial ao lado técnico e teórico. Aperfeiçoei algumas músicas e defini o repertório para gravar meu 1º CD (já havia gravado algumas demos antes, mas nada com a qualidade que queria) e trabalhei bastante neste foco.

Em setembro de 2011, você lançou seu primeiro trabalho, o instrumental “Circle of Fire”. Como foi gravá-lo e como você avalia a recepção do álbum?
Marcelo: Este disco marcou minha carreira, por ser o primeiro disco gravado num estúdio do porte que gravei, com músicos de alto gabarito e com músicas de nível alto técnico. Passei mais de dois anos no estúdio, devido à correria do trabalho com minhas aulas e shows, tive que administrar muito bem pra chegar ao resultado que queria. Os músicos dispensam comentários, são muito bons, então neste aspecto não tive dificuldades. Sobre a recepção do público estou muito feliz, pois estou tendo um ótimo retorno e sensação de que fiz e estou fazendo a coisa certa. E continuo trabalhando bastante na divulgação, graças a Deus com destaques na mídia especializada, revistas, blogs e redes sociais.

A ideia de gravar um álbum instrumental vem desde o início, quando você começou a tocar ou levou algum tempo para que você tomasse essa decisão?
Marcelo: Sempre quis fazer um disco instrumental, desde o início, tinha bandas de metal e hard rock com composições próprias e sempre “brigava” pra encaixar algo instrumental no repertório (risos). Mas, claro que não descarto a possibilidade de ainda gravar com vocal em algum dos próximos trabalhos, aí vai depender de como as coisas irão acontecer...

Qual a concepção por trás do nome “Circle of Fire” e dos títulos das composições?
Marcelo: Boa esta pergunta (risos). Tinha uma música que acabou dando este título ao álbum também, quer tem uma pegada muito forte, temas clássicos com violões, e muito pesada... Eu sabia que queria algo com “fogo” que representaria bem a ideia, e andei pesquisando. Círculo de fogo, além de ser uma área onde há um grande número de terremotos e uma forte atividade vulcânica, localiza-se na bacia do Oceano Pacífico, achei interessante e coloquei este nome!

Sobre a capa do disco: de onde veio a ideia para sua criação?
Marcelo: Passei mais ou menos o que queria para o Douglas, designer que aperfeiçoou a ideia, que ia me mostrando muitas opções, não teve muito que pensar, eu apenas queria uma foto dentro de um círculo de fogo, fomos apenas lapidando até chegar ao resultado definitivo...


Como você disse anteriormente, você leciona violão e guitarra em seu Instituto musical. O que o motivou a fundá-lo e como você analisa a importância da música na vida de seus alunos?
Marcelo: Eu amo lecionar, estar dando aulas, ajudando os alunos a crescerem a cada dia na música, então sou muito feliz por isso, pois atendo muita gente da minha região (Taubaté - Vale do Paraíba), desde iniciantes até profissionais, que buscam se aperfeiçoar na arte, tanto no violão quanto na guitarra. Então digo sempre que foi naturalmente que a coisa aconteceu, não pude evitar, assim busquei “oficializar” o curso, montando o “Instituto Musical Marcelo Souza” e trabalho já há 14 anos na área didática.

Como você cuida da produção, gravação e demais detalhes para obter os resultados desejados em estúdio?
Marcelo: Não é uma tarefa muito fácil, pois requer muita dedicação, paralela à parte “prática”.          Vou fazendo também naturalmente, junto à pré-produção, os ajustes, temas e timbres, títulos, as gravações, aperfeiçoando aos poucos, revisando, ouvindo opiniões dos músicos envolvidos, e então chego ao que quero. 

Como você vê a aceitação de álbuns instrumentais no Brasil? Você acha que os artistas que realizam trabalhos nessa linha têm o devido reconhecimento no nosso país?
Marcelo: Bom, sabemos todos que o rock em todas as suas vertentes, em geral é um estilo bem específico, e se o músico busca “sucesso e fama”, é um caminho complicado a seguir, mas hoje em dia, eu pelo menos, busco fazer um bom trabalho para, com uma boa divulgação, fazer o máximo de pessoas conhecerem e apreciarem meu trabalho, conquistar uma reputação entende? O resto é consequência mesmo...  

Fugindo um pouco do comum, você já deve ter ouvido falar em “GAS” (Gear Acquisition Syndrome), numa tradução literal, ‘Síndrome de Aquisição de Equipamento’, que acompanha muitos guitarristas mundo afora (risos). Você já sofreu dessa síndrome?
Marcelo: Sim (risos). Mas, como viver de música não é fácil, sei dar valor a cada centavo na hora de adquirir algum amplificador, ou guitarra nova. Hoje, graças a Deus, com muito (N.R. enfático) trabalho, tenho o equipamento que sempre quis ter: as guitarras, efeitos, amps, etc. Mas as vezes não resisto a um pedalzinho novo (risos).

Quais são seus planos para o restante de 2012?
Marcelo: Tenho algumas propostas para realizar eventos, workshops e shows no segundo semestre ainda, pretendo continuar divulgando meu trabalho, tocar bastante, e trabalhar em novas composições, que já estão surgindo para um futuro 2º disco.

Deixo o espaço livre caso você queira acrescentar algo...
Marcelo: Gostaria de agradecer muito pelo espaço e convite, agradecer meus apoios: “Hero Straps & Bags E Engeáudio”, aos alunos do meu Instituto, amigos e todos aqueles que estão comprando meu CD, acompanhando meu trabalho sempre! Meu muito obrigado!!!!!

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