terça-feira, 17 de julho de 2012

Dirty Glory: Rock N’ Roll ao máximo!


por Joana D'arc


Profissionalismo, dedicação e muito Rock and Roll: assim é o Dirty Glory! Mesmo com pouco tempo de existência, o grupo é do tipo que conquista facilmente o ouvinte, pois talento os caras têm de sobra. Formada por Jimmi Ryder (vocal), Vinni Vice (baixo), Dee Axx (guitarra e backing vocal), Andy Reichhardt (guitarra) e Sas (bateria) e tendo lançado recentemente seu primeiro EP, “It’s On!”, a banda vem sendo destaque em vários sites especializados em música pesada. Com os pés no chão, os caras mostram que sabem muito bem onde querem chegar, sendo fiéis ao bom e velho rock n’roll. Em uma conversa bastante descontraída, o guitarrista Dee Axx nos falou sobre seu contato com a música, a recepção de “It’s On!”, os atuais planos da banda, os conceitos explorados nas composições, entre outros assuntos. Acompanhem!

Para começar, gostaria que você fizesse um breve resumo de seu envolvimento com a música. Quando você decidiu tocar guitarra e como surgiu a ideia de se juntar a uma banda?
Dee Axx:
Nossa... Essa vai longe, hein!? Comecei a tocar guitarra aos 10 anos. Nessa época, era completamente viciado em Iron Maiden e mesmo sem saber tocar nada, ficava atormentando os vizinhos com um rascunho de ‘The Number of the Beast’(risos) Coitados! Acho que segui tocando Heavy Metal por um bom tempo. Com uns 17 anos eu comecei a tocar com o Jimmi, mas eram projetos bem diferentes do que é o Dirty Glory, mas já começávamos a compor coisas juntos. Pulando alguns bons anos (risos), em 2010, voltamos a tocar juntos, mas com foco total no Hard Rock. Nessa época saiu um esboço da ‘Mr. Jack’ e a coisa começou a andar. Começamos a compor mais músicas e procurar os integrantes para montar a banda. Foi aí que chamamos o Vinni Vice e o Andy. Logo em seguida já fomos para o estúdio gravar nosso primeiro EP, “It's On!”. Com o EP gravado, começamos a divulgar a banda e buscar um baterista para completar o time. Após alguns testes, encontramos o Sas, que já está com a banda desde março deste ano.

Sobre o EP "It's On!", as músicas presentes nele deixam claro q vocês resgatam o melhor do Hard Rock oitentista, com uma pitada de Punk. Gostaria que você destacasse os principais artistas que influenciam o Dirty Glory nas composições.
Dee:
Nossa... Acho que a maioria das bandas atuais citaria KISS, Guns N’Roses, Bon Jovi...E com o Dirty Glory não é diferente (risos). Por outro lado, curtimos bandas novas, como Crazy Lixx, HEAT e Crashdïet.

Certo. E qual o conceito por trás das letras deste primeiro EP?
Dee:
Nada de poesia, ou conceitos mirabolantes. Se você algum dia fez uma balada memorável, com muita cerveja e um Rock N’Roll no talo, terá grandes chances de se identificar com as nossas músicas.

Qual a sua visão pessoal da recepção de “It's On!” por parte do público?
Dee:
O EP ganhou destaque em muitos sites, tanto no Brasil, como no exterior. Isso nos surpreendeu muito. Também saímos na revista Roadie Crew por dois meses consecutivos. Algo que não imaginávamos quando lançamos o EP. Nossa! Muito foda! O mais importante, em minha opinião, e o que propiciou esse tipo de resultado é o fato de a cena ter mudado. O Brasil está acordando para a música autoral e parando um pouco com o mercado de covers. As bandas estão apresentando um material de qualidade equivalente aos gringos. É só você reparar na quantidade de bandas boas que estão surgindo, como L.F. Angels, Triggerz, Vulgar Type, S.H.O.T., Pink Dolls, Sharyot. Vish! Essa lista vai longe (risos). E as coisas começam a ganhar força com os grandes eventos se consolidando, como é o caso do Green Valley Sleaze Camp Festival, que rola nos dias 11 e 12 de agosto. Uma puta iniciativa que só vai valorizar ainda mais as bandas novas que estão dispostas a movimentar a cena. Tocaremos nesse festival, no dia 11 de agosto, às 19h40. Vai ser muito foda. Eu não vou perder (risos).

Muito bom! Li uma entrevista recente, em que Jimmi comentou sobre a composição de músicas para o primeiro full length e vocês estão, inclusive, em processo de gravação do novo single. O que você poderia adiantar em relação a este?
Dee:
Bom... Estamos gravando nosso novo single, “Every Time I Think About You”, com previsão de lançamento na segunda semana de agosto. O legal desse single é que vamos postar vídeos semanais com cenas do estúdio e o processo de gravação. Já estamos com as bases gravadas, mas ainda falta muita coisa: solos, vozes, mixagem, masterização, etc. Sou suspeito pra falar, mas... Vale a pena esperar (risos). Depois disso, nosso foco será a finalização das composições do full length. Em paralelo, estamos preparando um show foda para o Green Valley.

Quero aproveitar para parabenizar vocês pelo videoclipe de “Mr. Jack”, que foi muito bem trabalhado. De onde veio a ideia para sua criação e como foi o processo de gravação?
Dee:
A música começou a ser feita quando eu e o Jimmi voltávamos de uma balada. Foi meio que cantando a melodia e imaginando como seriam os riffs. Por sorte registramos esses “nananas” no celular e a música evoluiu. É uma música bem porrada e o clipe tinha que seguir essa linha, pra não perder a ‘energia’ que a música passa. Daí surgiram as sacadas dos takes rápidos e dinâmicos que o clipe possui.

Além do lançamento do novo single e do primeiro full length, quais as expectativas em relação ao futuro da banda?
Dee:
Humm... Estamos muito focados nesses dois pontos (risos). O suficiente pra complicar a minha resposta (risos).

Certo (risos). A capa de “It’s On” não tem uma arte complexa, mas conseguiu chamar muito minha atenção. A ideia da mão meio que convidando o público a ouvi-los, associada ao título do EP é genial. Como surgiu essa ideia?
Dee:
Nossa... Essa saiu meio que em cima da hora (risos). Tínhamos tantos detalhes pra cuidar para o lançamento, que tínhamos esquecido a capa do EP. A ideia era exatamente essa! Pelo seu comentário, acho que acertamos (risos).

Quais as principais barreiras você vê em se fazer Rock n’Roll no Brasil, levando em conta que ainda há um preconceito com o estilo e nem sempre há o apoio necessário aos músicos?
Dee:
Não acho que as bandas precisam se preocupar com o mercado da música no seu modelo tradicional. O rock sempre se deu bem no underground e isso até combina mais com a essência desse estilo. Nesse ponto, acho que falta um pouco de união e vontade para as bandas mudarem o meio. Estamos muito acostumados com bandas covers e isso enfraquece ainda mais as bandas que tentam fazer um som próprio. Mas como disse antes, isso está mudando e hoje já temos grandes bandas surgindo e pela recepção da galera, acho que as coisas estão mudando.

Bem, gostaria de parabenizar ao Dirty Glory pelo trabalho e agradecer a você por responder as questões. O espaço é seu, caso queira acrescentar mais algum comentário.
Dee:
Parabéns pelo trabalho e obrigado pelo convite! Gostaria de agradecer toda a galera que acompanha e apoia a banda e convidar todo mundo pra ver o Dirty Glory ao vivo, no Green Valley! Será um puta festival e estamos preparando um show foda! Pode ter certeza (risos).

Sites Oficiais: 
 
Para mais informações sobre o evento “Green Valley Sleaze Camp Festival”, acessem https://www.facebook.com/events/375172835879915/.

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