quinta-feira, 31 de maio de 2012

Resenha: Tomada


TOMADA – O Inevitável (2011)
(Pisces Records – Nacional)
Aprox. 44 min.

Nota: 10.0

Bandas que fazem um som com raízes nos velhos tempos são comuns, mas nem todas o fazem com a mesma competência e maestria que a banda Tomada alcança em “O Inevitável”. O grupo, que se inspira no Rock N’Roll/Blues de artistas como Rolling Stones e Beatles, passa uma sonoridade agradável, com melodias suaves e diver­tidas, ótimas para ouvir e relaxar. O disco proporciona uma boa audição do começo ao fim, passando a identidade própria e clássica da banda, sem soar como uma cópia dos artistas do passado.

As composições do trabalho são simples, mas bem sacadas, e fáceis de entender, criando um ambiente harmonioso que conquista facilmente o ouvinte. Faixas como “(Quero ter) Uma Música Forte” e “Ela Não tem Medo” (pra mim a que mais se destaca) demostram um lado psicodélico, com refrãos que ficam gravados instantaneamente na cabeça. A balada “Entro em Órbita” tem um belo arranjo, com uma bonita letra, tradicional das baladas do rock. Na verdade, todas as composições são muito contagiantes!

Além das fantásticas 12 faixas do álbum, a embalagem também é muito convidativa: um belo digipack muito bem desenhado que contribui ainda mais com esse clima clássico e retrô, e a organização dos títulos das faixas em LADO A e LADO B (o que mais me chamou a atenção nos aspectos visuais por relembrar o saudosismo dos tempos de vinil).

O disco resgata com perfeição o que falta atualmente em algumas bandas de rock, que são as músicas descontraídas, diretas e claras. É o tipo de trabalho que merece ser ouvido e compartilhado.

Faixas:
Lado A:
1. (Quero ter) Uma Música Forte
2. Ela não tem Medo
3. Catarina
4. Entro em órbita
5. Blá, Blá, Blá, Blá, Blá, Blá
6. À Sombra do Trem

Lado B:
7. Luzes
8. O calor de Abril
9. 99 Centavos
10. DC-3
11. Rock de Aventura
12. Hoje eu não tenho muito a dizer

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